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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz2012

FELIZ 2012 A TODOS, QUE NO ANO QUE VEM POSSAMOS ESTRAR JUNTOS.

Tudo sobre Bonsai 4

HAN-KENGAI ( SEMI CASCATA )

O Bonsai han-kengai é semelhanate ap Kengai. Tem um aspecto horizontal e geralmente uma parte da árvore se inclina para baixo porém, com uma inclinação menos acentuada que a do estilo Kengai. É plantado em vasos mais rasos que os utilizados para o Kengai.
Estes são os estilos de bonsai que derivam dos estilos básicos. No caso de observarmos um bonsai com características de dois estilos, por exemplo, um bonzai de raízes expostos (neagari) geralmente é um Moyogi, o seu estilo não será Moyogi e Neagari, somente Neagari. Ou seja o bonsai irá assumir o estilo específico e não o básico no caso de possuir características de dois estilos.

NEAGARI ( RAIZ EXPOSTA )

O Bonsai neagari possui raízes grossas aparentes , que sustentam o tronco acima do solo. Este estilo é característico do bonsai chinês, pois é muitas vezes utilizado pelos chineses.

FUKINAGASHI (VARRIDO PELO VENTO)

A característica do bonsai fukkinagashi é possuir todos os galhos "caídos "para um lado, como se fossem soprados constantemente pelo vento.

HOKIDACHI ( VASSOURA )

O bonsai hokidashi tem o tronco vertical, com os galhos muito ramificados formando uma copa única. De certo modo, parece uma vassoura invertida.

NEJIKAN ( TRONCO RETORCIDO )

O tronco da árvore deve percorrer um movimento axial. O nejikan é um belíssimo estilo e produz um efeito ainda mais interessante em espécies de tronco particularmente bonito.

SHARIMIKI ( MADEIRA-EXPOSTA )

Não é difícil encontrarmos na natureza uma árvore com troncos inicialmente vivos, mas com uma terminação seca e morta, muitas vezes por ter sido atingido por um raio. São essas árvores que o estilo Sharimiki representa. Este estilo é obtido através da coleta de árvores na natureza (yamadori) ou artificialmente (Jin, Shari e Madeira - Arrastada).

BANKAN (SERPENTINA )

Este talvez seja o mais excêntrico de todos os estilos, pois o bonsai Bankan tem um tronco formando círculos e arcos consecutivos.

BUNJINGI (MINIMALISTA)

O estilo Bunjingi é a presença de um minimalismo no cultivo do bonsai, provavelmente por influência do Zen. O bonsai bunjingi não tem aspecto de profundidade e possui uma razoável tortuosidade, passando na maioria das vezes uma idéia de simplicidade e leveza.

SEKIJOJU (RAIZ - SOBRE - ROCHA)

As raízes são aparentes como no neagari, mas nesse caso abraçam firmemente uma pedra ou pedaço de rocha antes de penetrar no solo.

ISHITSUKI (ARVORE NA ROCHA)

Este estilo é semelhante ao anterior. A diferença é que neste estilo as raízes não vão de encontro ao solo como no estilo anterior.

NETSURANARI (RAIZES INTERLIGADAS)

O bonsai netsuranari caracteriza-se por apresentar várias árvores que crescem de uma única raiz serpentiforme.

KABUDACHI (TRONCOS MÚLTIPLOS)

Neste estilo vários troncos partem de um único tronco mais grosso.Os troncos devem aparececer a poucos centímetros da superfície pois,desta forma tronco-mãe será mais curto.O estilo da árvore da figura ao lado é chamado Sokan (tronco duplo).

SAIKEI (PAISAGEM EM UMA BANDEJA )

Neste estilo é criada uma paisagem miniatura formada por árvores que são pequenas mudas ou mame bonsai de árvores de folhas muito pequenas.

YOSE - UÊ (FLORESTA )

Neste estilo representa uma floresta que deve Ter mais de nove árvores na mesma bandeija. Quando o número de árvores é abaixo deste, o estilo não considerado Floresta, é considerado árvores em grupo.

YAMAMORI (ÁRVORES EM GRUPO)

2 árvores : Soju
3 árvores: Sambon - Yose
5 árvores: Gohon - Yose
7 árvores: Nanahon - Yose
9 árvores: Kyuhon - Yose

Esta é a forma pela qual podemos limitar o comprimento do tronco e dos galhos , regulamos o número de galhos e folhas, e podemos também diminuir o tamanho das folhas.
As podas de galhos secundários, de ramificações ainda menores e de folhas são chamadas de podas de refinamento, e as podas de tronco ou até mesmo de galhos primários são chamadas podas drásticas.

Tudo sobre Bonsai 3

Aramação ou Amarração

Para dar forma a planta, definindo um estilo para o bonsai. Necessitamos ter controle sobre a tortuosidade de cada galho. Para elucidar este ponto, vamos imaginar que dispomos de um tubo plástico flexível do qual gostaríamos de moldar a forma da letra "S". Se simplesmente entortamos o tubo, o "S" permanecerá formado enquanto estivermos segurando. Para resolver este problema usaremos de um artifício, enrolando ao longo do tubo um arame. Certamente agora conseguiremos manter a forma da letra "S", o arame enrolado garantirá a rigidez necessária. Em bonsai, utilizamos o mesmo artifício. Os galhos que queremos dar forma serão envoltos com arame, de preferência arame de cobre. Este arame deverá ser trocado/retirado para não "enforcar" o tronco com o desenvolvimento da planta (galho engrossando). Poderemos também amarrar os galhos puxando-os para um lado determinado, dando forma ao estilo escolhido para o bonsai. Existem várias maneiras de se imprimir uma tortuosidade desejada aos galhos do bonsai, lembrar que as torções deverão ser sempre suportáveis pela planta evitando a quebra do galho. Normalmente para atingir uma envergadura acentuada levamos meses, faz-se a primeira torção, aguarda-se uns 2 meses e depois aumentamos a torção e assim por diante.
Usaremos alicate de corte para retirar o arame.

Que tal simplificarmos um pouco!?!

Para iniciar na Arte do Bonsai precisaremos, em termos de ferramentas:
- 1 alicate de corte
- 1 alicate bico chato (bico de pato)
- 1 alicate bico fino
- 1 tesoura de poda (poderá ser usada para poda de galhos e raiz)
- 1 tesoura com ponta fina para podar folhas e galhos finos.

Para ilustrar selecionamos algumas ferramentas, com fotos obtidas de catálogos dos seguintes fabricantes: ARS e OKATSUNE. As fotos não apresentam "riqueza de detalhes", mas poderemos ter uma idéia da forma e da aplicação de cada ferramenta.

Para cada forma que se deseja imprimir ao bonsai, usaremos um estilo de poda e/ou aramação diferente. Sendo uma arte, a escolha do tipo de "cicatriz" deixada por uma poda, dependerá somente do artista, onde usará a ferramenta que mais lhe convier. Existem centenas de ferramentas para bonsai, cada uma mais específica que a outra. Temos estojos em couro com conjunto de ferramentas cromadas, que podem custar US$2,000 ou mais. Para cultivarmos bonsai, não precisaremos necessariamente desta gama de ferramentas. Lembre-se que a ferramenta mais importante somos nós mesmos, os maestros da transformação.

COMO FAZER OS ESTILOS :

OS ESTILOS DE BONSAI

São as formas que o bonsai pode ter e por isso todas existem na natureza. Dos cinco primeiros estilos básicos de bonsai, derivam os demais.

CHOKKAN ( ERETO FORMAL )

Este estilo baseia-se nas árvores gigantes que crescem isoladamente. Deve Ter um único trono reto e rígido, e uma distribuição de galhos perfeita, diminuindo a medida que o tronco se afasta do solo , formando um triângulo . Os galhos podem ser horizontais ou dirigidos para baixo, mas nos dois casos devem se harmonizar com a árvore.

MOYOGI ( ENRETO INFORMAL )

O bonsai neste estilo tem um único tronco com certa sinuosidade ou inclinação. Esse estilo assume uma forma correspondente á maioria das arvores nas praças , parques, ruas e na própria natureza.
O bonsai Moyogi pode ter galhos exageradamente tortuosos , ou com pouco tortuosidade. O mais importante é que a árvore possua uma aspecto geral de informalidade.

SHAKAN (INCLINADO )

O bonsai shakan tem o tronco inclinado e sempre reto, independente de ser grosso ou fino. A diferença entre este estilo Fukinagashi (varrido pelo vento) é o fato de os galhos crescerem nos dois lados da árvore.

KENGAI ( CASCATA )

No estilo Kengai a maior parte da árvore cresce para baixo, atingindo um nível inferior ao da borda do vaso. A diferença entre este estilo e o estilo Han-Kengai (semi cascata) é que no bonsai Kengai a parte da árvore em queda realmente cai enquanto que no estilo Han-Kengai ocorre uma insinuação de queda, uma queda parcial. Para este estilo são utilizados vasos mais profundos que os comumente utilizados para os outros estilos de bonsai.
Este estilo é baseado na situação que ocorre na natureza com as árvores que nascem nas encostas dos penhascos.

Tudo sobre Bonsai 2

Cuidados Básicos com o Bonsai - RESUMO

•Regar diariamente, mantendo a terra úmida ao toque, porém deve-se tomar o cuidado de não deixar encharcado, água empoçada. Lembre-se que o nível de umidade determinará a periodicidade da rega.
•Bonsai para Interior - Dispor o vaso onde a luz solar seja abundante. Para um melhor desenvolvimento do Bonsai, é aconselhável que seja exposto a luz solar direta pelo menos uma vez por semana, sendo o período da manhã o melhor.
•Bonsai para Exterior - O vaso deve ser disposto em local onde possa receber luz solar direta de no mínimo 4 (quatro) horas diárias.
•Recomenda-se adubar 1 (uma) vez por mês. Pode ser usado Torta de Mamona com Farinha de Osso em proporções iguais, 2 colheres de chá para vaso pequeno (aproximadamente 6x9 cm.), e 3 colheres para vaso grande (20x30 cm.), ou Adubo Líquido NPK (5,5,6) sendo 3cc. para 1 litro de água.
•Devem ser consideradas as características peculiares ao cultivo de cada espécie de planta e muito carinho e dedicação.

Estilos de Bonsai

Os nomes japoneses para cada estilo estão em negrito. Poderemos observar variações nos nomes traduzidos, porque a tradução é realizada de forma a manter a mesma fonética da palavra original em japonês. Existem inúmeros estilos, esta é uma pequena relação.

Ferramentas

As atividades manuais específicas do cultivo de bonsai, poderão ser divididas em três grandes grupos, isto é:

•Atividade de "Poda de Raiz"

•Atividade de "Poda de Galhos e Folhas"

•Atividade de "Aramação" ou "Amarração"

Desta forma teremos conjuntos de ferramentas específicas para cada atividade.

Poda de Raiz

É necessário que se faça poda de raiz no bonsai periodicamente, para mantê-la reduzida. Dependendo do tamanho (espessura) das raízes da planta em que se está trabalhando, necessitaremos de tesoura para a poda de tamanho diferente. Para cortar as raízes mais finas (delicadas) é interessante uma tesoura pequena, mas para cortar raízes mais grossas precisaremos de uma tesoura maior.

Poda de Galhos e Folhas

A poda de galhos e folhas também deverá ser realizada de uma maneira periódica, sendo sua freqüência normalmente maior do que a poda de raiz. Nesta atividade temos ferramentas desenvolvidas especialmente para alguns tipos de plantas que necessitam que suas folhas sejam desbastadas e este procedimento se faz através de tesoura com ponta fina e pinças de diferentes tamanhos e formatos.

Tudo sobre Bonsai

BONSAI UMA ARTE FÍSICA E ESPIRITUAL Os japoneses dizem que o Bonsai é a arte mais completa, porque ele mexe com a quarta dimensão da arte que é a vida. Ao iniciarmos na arte do Bonsai, chega um dado momento, que sentimos que aquela pequena árvore parece nos transmitir uma imensa paz espiritual. Não sabemos explicar o porquê, mas sentimo-nos invadidos dessa paz de espírito e nesse momento somos partícipes na arte da criação, somos parceiros de Deus. A interação com a pequena árvore chega a tal ponto que parece que é ela que está conduzindo o processo, é ela que está guiando as nossas mãos. Para alguns pode parecer estranho estarmos interferindo na natureza, mas quando a pequena árvore atinge a sua plenitude, ela não nos parece uma pequena árvore, mas uma árvore grande e frondosa que nos transmite força e energia e mais do que nunca é uma obra de Deus feita pela mão do homem.

Cuidados Básicos com o Bonsai

Na verdade não existe uma regra milagrosa que garanta um desenvolvimento sadio para qualquer espécie e estilo de bonsai. Para entendermos melhor que tipos de cuidados devemos ter com o Bonsai, analisaremos a questão utilizando uma visão hierárquica de um Bonsai:
O Vegetal - Cada tipo, espécie de planta, requer cuidados singulares.
A Técnica - Um bonsai pode ser estilizado de várias formas, cada uma com cuidados apropriados.
Resumindo: Primeiro vem o Vegetal (planta), e depois vem a Técnica (Bonsai). Para o cultivo deveremos primeiro satisfazer as necessidades da planta e depois as da técnica.

Considerando as necessidades básicas de um vegetal, temos:
Água
Sais Minerais
Luz Solar
"Ar"

Água e Sais Minerais
Existe uma relação entre a área (volume ocupado) da copa de uma árvore e a área das raízes, normalmente existe um equilíbrio (igualdade),dessas "áreas". Esta relação proporciona um volume de nutrientes adequado, assim como uma boa sustentação mecânica ("árvore ficar de pé").

Em um bonsai esta relação de equilíbrio entre copa e raiz não existe, temos sim uma área de copa muito maior do que a das raízes. Assim para mantermos a quantidade de nutrientes necessários para um bonsai onde a área da copa é maior do que a das raízes, deveremos aumentar a quantidade de água e sais minerais. Será prudente manter a terra do vaso úmida ao toque, é este nível mínimo de umidade que determinará a periodicidade das regas, tomar cuidado para não deixar a água empoçar. Devemos adubar com mais freqüência (sais minerais e compostos orgânicos), uma vez por mês será razoável.

"Ar"
A planta deverá ficar em local ventilado. Não devemos deixar acumular muita poeira sobre as folhas. Se o bonsai não ficar sob a chuva, durante as regas ´deveremos molhar também as folhas, desde que a rega ocorra fora do período de sol direto pois as folhas poderão ser queimadas.

Luz Solar
Todas as plantas de cor verde, realizam o conhecido processo de Fotossíntese onde a intensidade da luz solar é fundamental e difere entre as espécies. Vamos tentar entender o que significa esta qualidade "Luz Solar".
A luz solar é composta por um conjunto de tipos (freqüências) de "luzes", isto é, temos raios ultravioleta, as cores do arco-íris, enfim, um espectro amplo e bem definido. Uma planta necessita de luz com determinadas características, e quando alterações nessas características acontecem, observamos comportamentos (crescimento, floração, ...), diferentes. É bem verdade que o bonsai natural é normalmente encontrado em grandes altitudes, onde a intensidade dos raios UV é maior (atmosfera menos densa), e tem como efeito direto o retardamento no crescimento das plantas. Podemos entender agora a existência de diferenças entre iluminação indireta, iluminação filtrada (janelas de vidro) e iluminação direta.

Considerando as espécies mais utilizadas para bonsai podemos dividi-las nas classes Exterior e Interior.
Para EXTERIOR deveremos ter uma exposição a luz solar direta de pelo menos 4 horas diárias. Nesta classe podemos citar como exemplo as coníferas ou popularmente chamados "Pinheiros"
Para INTERIOR é necessário que o bonsai receba luz direta e/ou indireta durante 4 horas diárias, é aconselhável que uma vez por semana o bonsai seja exposto a luz solar direta, se possível no período da manhã, durante 3 a 4 horas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Three Little Birds

Essas imagens foram tiradas na porta do orquidário, em um cácto, fazendo lembrar de imediato, da famosa música do Bob. Three Little birds

Dizendo, não se preocupe com nada
Porque cada pequena coisa
Vai ficar bem

Imagem

Imagem


ESSAS FOTOS FORAM TIRADO DO http://www.tudosobreorquideas.com.br VISITE-O E FAÇA PARTE E NÃO ESQUEÇA DE DIZER QUE FOI INDICADO PELO João ok ;)

sábado, 26 de novembro de 2011

interessante

SÓ PARA GENTE INTELIGENTE!!!!!
Exercícios para cérebros enferrujados.
Não deixe de ler..


De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito...
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Curiosidades :d

= O famoso parfum Chanel nº 5 foi desenvolvido do odor da orquídea Cattleya labiata. Por sua vez a baunilha foi originalmente extraída da Vanilla. Atualmente ambas as fragâncias são processadas quimicamente em laboratórios.

=Nem sempre as manchas qua aparecen nas folhas indicam doenças.Se forem pequenas, poderão se sardas, e, neste caso são caracteristicas da planta. Entretanto, na dúvida, procure um especialista.

=Novos substratos são utilizados para substituir o xaxim na criação de orquídeas. São eles, coco desfibrado, casca de peroba, pedra, carvão, casca de pinus com carvão e musgo sphagnum.

= Por incrivel que pareça, as aranhas são benéficas às orquídeas. Portanto, não se deve retirar suas teias dos orquidários ou eliminar esses aracnídeos, uma vez que se alimentam de insetos indesejáveis, atuando em parceria com o homem.

= O Paphiopedilum, conhecido como "sapatinho", é natural da Tailândia, da Malásia, de Bornéu, do Vietnã, da Índia, da Sumaria e da China. Essa planta gosta de sol incidindo diretamente sobre ela, e demora até 15 anos para florir.

Revista O Mundo das Orquídes - Ano 11 - nº 46

abraços e uma boa noite

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cultivo em brita

Caros amigos, o cultivo em brita não é nenhuma novidade, mas sempre vale lembrar a todos dessa ótima opção.
Comigo, a coisa tem caminhado muito bem e me mantem estimulado a continuar com esse cultivo.

Por isso, separei 2 artigos para que todos possam ler:

TEXTO 01

Esse texto que passarei pra vcs agora, foi enviado à lista de discussões da internet, por Francisco M. W. Tognoli, membro do Círculo Rioclarense de Orquidófilos, que autorizou a divulgação aqui no nosso site e se colocou à disposição de todos para maiores esclarecimentos. Quem quiser entrar em contato, o e-mail do Chico éftognoli@rc.unesp.br



CULTIVO EM BRITA




Iniciei meu cultivo em brita antes mesmo da proibição do xaxim. Nas
dezenas de trabalhos de campo na época da faculdade comecei a observar a
ocorrência de orquídeas sobre rochas e decidi testar alguns substratos
rochosos, incluindo a brita. Já se passaram pelo menos 8 anos e até
agora nenhuma queixa desse substrato.

O termo brita é usado para designar fragmentos de tamanhos variados de
rochas duras, usadas na construção civil para fazer concreto, para
pavimentar estradas de terra ou de asfalto, para fazer calçadas
portuguesas ou paralelepípedos etc. O termo não tem nada a ver com o
tipo de rocha utilizado na britagem. Assim, em cada região pode-se ter
britas de composições diferentes. De um modo geral, predominam as britas
graníticas (rosadas, cinzas, esbranquiçadas) e as basálticas (cinza
escuras ou pretas).

Para se ter uma idéia da distribuição dessas rochas no Brasil e de
repente descobrir que tipos de rochas ocorrem onde vocês moram, dêem uma
olhada no mapa geológico brasileiro em anexo. Atentem para os basaltos
(em azul claro) e para os granitóides (em rosa,vermelho e vermelho
escuro)


L. tenebrosa plantada em brita pura

Para se descobrir que tipo de rocha existe na sua cidade há uma maneira
muito simples: vá a uma casa de materiais de construção. O vendedor
dificilmente saberá dizer se é granítica ou basáltica, mas você pode
descobrir pelas cores e por um pequeno detalhe. Os basaltos são cinza
escuros ou pretos (Foto 1) e têm aspecto homogêneo, ou seja, não dá para
ver cristais. Os granitos podem ser esbranquiçados, cremes, cinza
claros, rosados ou avermelhados. E dá para ver cristais nítidos (ver
fotos em http://www.euromargranitos.com.br/prod.asp). Existe um outro tipo de
brita, muito mais raro, que é proveniente de rochas calcárias e
abundantes nas regiões produtoras de calcário agrícola ou cimento. E um
outro grupo de rochas que existe no comércio são os quartzitos,
conhecidos genericamente como Pedra São Tomé, essas que são colocadas em
volta de piscinas.

Não se preocupem em distinguir uma da outra. Muito menos tentar
descobrir qual é melhor que qual. Já testei todas e os resultados sempre
foram bons. Pelas quatro questões apontadas pelo CG (preço,
funcionalidade, disponibilidade e estética) utilizo a brita de granito
róseo. Mas quando não tem desse, compro do cinza ou outro qualquer.
Muito mais importante que isso, é a adaptação de todo o modo de cultivo
para um substrato novo. Nesse processo, os desacertos sempre são sempre
um aprendizado importantíssimo. De forma geral, considere os seguintes
aspectos:

1)Quanto menor o tamanho da pedra, maior é a retenção de água. Assim, os
pedriscos vão ficar mais tempo molhados ou úmidos que a brita 3 (ver
tabela abaixo).

Nome Granulometria
brita 3 57 a 32mm
brita 2 32 a 24mm
brita 1 24 a 11mm
brita 0 11 a 06mm
Pedrisco 6 a 0,075mm
Pó de rocha menor que 0,075mm

2)Vasos plásticos retêm mais umidade que os vasos cerâmicos, embora
existam vasos cerâmicos com características muito diferentes entre si.

3)O regime de regas e a ventilação do orquidário são os fatores de
equilíbrio. Achar a situação ideal para o cultivo independe de qual tipo
de substrato se utiliza, pois os diversos fatores que determinam um
cultivo bom ou ruim são interdependentes entre si (substrato, ventilação,
regas, luminosidade, adubação, controle de pragas etc).

O cultivo em brita tem uma vantagem enorme sobre os demais substratos
orgânicos, que é justamente não se decompor. Assim, não é necessário
remover todo o substrato no processo de replante. Para os seedlings, o
que costumo fazer é dar uma esguichada de água no “torrão” para retirar
restos de adubo orgânico, colocar em um vaso maior e completar o espaço
restante com brita. Pode parecer uma bobagem, mas a economia de tempo é
gigantesca e o trauma do replante é quase imperceptível. E para mim isso
faz toda a diferença já que geralmente tenho apenas dois finais de
semana por mês para me dedicar ao orquidário.


C. intermedia

Utilizo a brita pura ou brita mais esfagno. A mistura de brita com
substratos orgânicos (fibra de coco, casca de pinus, xaxim etc) têm um
aspecto negativo no meu ponto de vista, que é justamente o substrato
orgânico se decompor e a brita não. Isso vai obrigar à remoção total do
substrato, conseqüentemente com maior perda de tempo no replante, poda
de raízes e um trauma maior na planta. Outro aspecto relevante é que
como o substrato nunca encharca, as raízes permanecem vivas, mesmo nos
pseudobulbos traseiros. E aí vale a regra de que se as raízes estão bem,
sua planta também está bem. Além de facilitar na obtenção de mudas de
cortes traseiros.


C. lueddemaniana- brita e esfagno

Com o tempo fui ficando mais confiante em arriscar alguns testes. Hoje
em dia tenho plantas em vaso de cerâmica e brita pura (Foto 2) e também
vaso plástico e brita pura (Fotos 3, 4 e 5). Com toda a saúde e vigor. A
recomendação que dou, no entanto, é adotar esse sistema de brita + vaso
cerâmico apenas para plantas vigorosas, o que não significa
necessariamente plantas adultas.


C.labiata rubra brita e esfagno

Utilizo a combinação de brita mais esfagno de várias maneiras, tanto em
vaso de plástico quanto em vaso de cerâmica, a título de experiência.
Uma é envolvendo as raízes de seedlings ou mesmo plantas maiores com
esfagno e completando o resto com brita (Sistema Carlos Gomes). A outra
é colocando um chumaço de esfagno bem apertado na borda do vaso e
completando o resto com brita (Foto 6). A terceira maneira é, após o
replante, cobrir o vaso com um pouco de esfagno (Foto 7). A meu ver a
vantagem do esfagno é deixar o substrato úmido por mais tempo, em
especial nos vasos de cerâmica, e manter o adubo químico por mais tempo
em contato com as raízes. Após o enraizamento da planta pode-se retirar
esse esfagno que cobre o vaso e assim evitar o encharcamento nos meses
de chuva. Nos meses de seca, como por exemplo agora no sudeste, essa
camada de esfagno mantém a umidade no vaso e impede que a planta
desidrate. E você pode por ou tirar essa camada de esfagno quando
quiser, sem ter que replantar. Desde que não tenha centenas ou milhares
de plantas, óbvio.

E para finalizar, os mitos sobre a brita como substrato.

1)Acidifica o meio. Mentira. E mesmo que acidificasse não seria tanto a
ponto de prejudicar o desenvolvimento das plantas. Lembre-se que as
orquídeas apreciam um pH levemente ácido. Atentem para o pH da água da
rega e esqueçam as besteiras que são ditas por aí.

2)Essa crença da brita ser ácida pode ser decorrência do fato de que os
granitos são considerados rochas ácidas enquanto os basaltos são
considerados rochas básicas. POR FAVOR, ESSA ACIDEZ NÃO TEM NADA A VER COM
pH, mas sim com o teor de quartzo presente nessas rochas, maior nos
granitos e muito pequeno nos basaltos.

3)A intoxicação por alumínio também é sempre dita por aí. As rochas
graníticas têm alumínio presente nos feldspatos e micas. O fato é que esse
alumínio é parte de uma estrutura silicática, formada por silício (Si) e
oxigênio (O), que posso assegurar que é muito difícil de ser quebrada e
liberada. Nas condições de temperatura e pH de um orquidário e pelo tempo
que uma planta pode ficar nesse substrato, é praticamente impossível a
brita liberar qualquer elemento tóxico para as plantas. Em especial porque
os minerais gerados a partir da alteração de feldspatos e micas também são
silicáticos. Se ainda assim alguém ficar desconfiado, recomendo usar seixo
de rio, que é formado essencialmente de quartzo e sílex (SiO2) e
dissolvidos apenas por ácido fluorídrico (HF).

Sobre a desvantagem do peso, a imaginação dos orquidófilos é suficiente
para resolver. Dá para usar vaso de plástico, argila expandida ou isopor
como dreno e aí o vaso não fica tão pesado.

Qualquer dúvida, estou à disposição.

MUITO OBRIGADA CHICO!!!!
AGRADEÇO EM NOME DO TODO O PESSOAL DO CÍRCULO ORQUIDÓFILO SOROCABANO!

COLOCO AQUI NOVAMENTE SEU E-MAIL PARA CONTATO: ftognoli@rc.unesp.br

FOTOS NO LINK:http://www.freewebs.com/cos1971/curiosidades.htm

TEXTO 02

Existe aqui em Eugênio de Melo, um produtor de orquídeas para exportação e mercado interno (Flora Takanashi), que usa brita nº 2 como substrato.
Eu tenho acompanhado já a algum tempo o desenvolvimento de quase todas as espécies de Cattleyas bifoliadas que ele cultiva (híbridos e naturais), e o desenvolvimento é muito bom.
A adubação é feita com adubo orgânico (mamona, etc.) e adubo químico, e um detalhe muito importante: só usam vasos de plástico! Segundo o Sr. Antônio e a D. Erika, a combinação "brita + vaso de plástico" apresentou uma série de benefícios e conseqüente redução dos custos de produção:
1. Não é necessário replante constante por vencimento do substrato. A planta cultivada em brita só é replantada em dois casos: crescimento da planta para fora das bordas do vaso e com apodrecimento do material plástico, o vaso fica quebradiço, o que leva em média 6 a 8 anos para acontecer.
2. Os vasos plásticos diminuem a evaporação, retendo um certo grau de umidade, apesar das pedras, e como já observei, dependendo da situação, criam ambiente favorável até para ocorrência de um tipo de musgo ou limo verde sobre elas, que é muito apreciado por algumas bifoliadas, tais como, C. schilleriana, C. velutina, C. kerrii e até C. violácea.
3. Em caso de uso de adubo químico, quando as regas são
intercaladas, com adubo e sem adubo (água pura abundante uma vez por semana pela manhã), estas servem como limpeza das pedras, retirando o excesso de componentes minerais que nelas não se aderem com a mesma facilidade que ficam retidas no xaxim.
Acho que só por estes três itens já dá para ter uma noção da economia que eles estão tendo: vaso plástico não quebra, pode ser reutilizado, e o mesmo acontece para as britas (basta lavar com uma solução de cloro; não tem mais gastos com xaxim; diminuiu o uso de defensivos para certas pragas tipo aqueles malditos pequeninos caracóis que infestam o xaxim; não preciso nem falar da mão de obra... etc.. Sei que aumentou o consumo de água e fertilizantes, pois os viveiros são "nebulizados" com mais constância, mas creio que a diferença em valor represente muito pouco, compensando no custo final, não me disseram quanto foi o ganho no custo de produção por planta, mas sei que estão gradativamente trocando o cultivo de todas as espécies que produzem.
E o mais importante : As plantas são ótimas !
Já mudei algumas das minhas bifoliadas para plástico + pedra, e a principio, não se incomodaram com a mudança.
O inconveniente que encontrei é que não posso mais pendurar os vasos, tendo que mantê-los sobre bancadas. - Lourenço